O casamento tem vital importância ao Judaísmo. Abster-se dele não é considerado sagrado, como acontece em algumas outras religiões, pois segundo o Talmud, um homem solteiro está sempre pensando em pecado.  O casamento para a cultura judaica não serve apenas para os fins de procriação. As fontes tradicionais reconhecem que o companheirismo, amor e intimidade são as principais finalidades do matrimônio.
De acordo com o Torá, um homem é autorizado a casar com mais de uma esposa, mas o contrário não é verdadeiro, uma mulher jamais poderia se casar com mais de um homem. Embora a poligamia sempre fosse permitida, não é tão comum entre os costumes judeus. Os ensinamentos, por exemplo, nunca mencionam um rabino com mais de uma esposa.
Por volta de 1000 aC, Ashkenazic Jewry proibiu a poligamia por causa da pressão da cultura cristã que na época era predominante. Continuou a ser permitida para Judeus em terras islâmicas por muitos anos. Atualmente, Iemenita e Judeus etíopes continuam a praticar a poligamia, no entanto, o Estado moderno de Israel permite apenas uma mulher. Aqueles que chegam a Israel, já casados com várias mulheres são autorizados a manterem os relacionamentos, porém é proibido de se casar mais uma vez.
No casamento judeu, marido é único responsável pelo sustento de sua esposa, ele deve bancar sozinho alimentação, roupas e tudo o que for necessário para uma vida digna. Sobre o relacionamento íntimo de ambos, ele também não pode forçá-la a manter relações sexuais. Uma mulher casada, mantém a posse de qualquer patrimônio que ela trouxe para o casamento, mas o marido tem o direito de administrá-lo e ainda obter lucros a com ele.