Muitas mulheres sentem fortes dores durante a relação sexual, mas têm vergonha de contar a seus maridos e até mesmo nem comentam com seus médicos ginecologistas, por pura timidez. Esse problema é muito comum, tem um nome complicado, mas pode ser resolvido tranquilamente: é a dispareunia sexual. Em grande parte das vezes, o problema é ocasionado pela falta de lubrificação vaginal, independentemente de a mulher já estar na fase da menopausa, quando isso é muito comum de acontecer. Contudo esse problema também chama a atenção para outras possibilidades: falta de “preliminares” para excitar a mulher e também ocorrência de infecções ginecológicas, além da existência de outras doenças que precisam ser diagnosticadas pelos médicos por meio de exames apropriados.
No caso de ser uma doença mais grave – vale ressaltar que a probabilidade é mínima – o melhor é mesmo consultar um médico ginecologista para fazer exames de checagem. Se as fortes dores estão sendo geradas por inflamações e infecções, simples exames como o Papanicolau são capazes de identificar o agente causador da doença, propiciando um tratamento adequado o mais rápido possível. No caso de ser falta de lubrificação, a dor pode acometer mulheres e também homens, já que a relação sexual fica muito mais desconfortável para ambos. Para amenizar o problema, os lubrificantes vaginais vendidos em farmácias e drogarias resolvem o problema de uma forma muito eficaz, mas vale ressaltar que o casal nunca deve deixar de conversar com o seu parceiro sobre o que acontece no seu corpo, especialmente quando é algo que afeta a vida íntima do casal.
Mesmo porque o maior causador desses incômodos pode ser a falta de carinho, cuidado e intimidade entre o casal. Com a vida tão corrida, marido e mulher mal se encontram e, quando isso acontece, já estão tão cansados que nem querem investir um tempo maior em carícias e preliminares. É bom que o casal tenha em mente que, na ocasião em que estiverem no seu momento mais íntimo, devem deixar de lado os problemas e chateações do dia-a-dia. Por mais difícil que seja, esse é um exercício que vai além da prática sexual e seus benefícios ou prazeres, é um exercício de manter acesa a chama da cumplicidade, atenção, carinho e cuidado mútuos.