Dores abdominais, especialmente na época da menstruação, podem ter um significado bem maior do que uma simples cólica menstrual. Algumas mulheres sentem fortes dores na região da barriga e baixo ventre, mas acabam confundindo as sensações com os mesmos sintomas de uma simples cólica menstrual. Dependendo do grau e da freqüência da dor, o ideal é procurar um médico ginecologista, pois todos esses sintomas podem indicar uma doença muito comum entre as mulheres em idade fértil: a endometriose.
A endometriose é uma doença que atinge muitas mulheres em idade reprodutiva e que se caracteriza pela presença de endométrio em locais fora do útero. Os sintomas mais comuns da endometriose são dor e infertilidade, mas nem todas as mulheres apresentam esses dois sintomas em conjunto. A dor da endometriose pode ser cólica menstrual intensa, dor abdominal à relação sexual, dor no intestino na época das menstruações ou uma mistura de todos esses sintomas juntos.
A principal causa dessa doença ginecológica é que, durante o período mesntrual, algumas células do endométrio, camada interna do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen. Atualmente, estima-se que 6 a 7 % das mulheres tenham endometriose, ma muitas vezes nem sabem que sofrem dessa doença, que não é grave, mas que causa muito desconforto e até impede a mulher de poder realizar tarefas corriqueiras do dia-a-dia. O diagnóstico de endometriose deve ser feito por um médico especialista com diversos tipos de exames para identificar a doença, como o ultra-som endovaginal, exame ginecológico exame de toque e até com a ressonância magnética.
Com os tratamentos contra endometriose é possível aliviar ou reduzir a dor, reverter ou limitar a progressão da doença, preservar ou restaurar a fertilidade e evitar ou adiar a recorrência da doença. O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta frequência, ou bisturi elétrico. A maior parte dos sucessos terapêuticos ocorre após uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas, uma vez que aumentam a chance de aderências peritoneais tão prejudiciais à saúde da mulher como a própria doença.