Entre todas as doenças sexualmente transmissíveis mais graves e que não tem cura, está a Hepatite C, cada vez mais comum entre jovens e que preocupa devido à inexistência de vacinas e também à limitação de medicamentos para controlar a doença. A Hepatite C é causada pelo vírus HCV, atingindo o fígado e podendo levar o câncer de fígado ao à cirrose hepática. Outra forma de se adquirir a Hepatite C é por meio de transfusão de sangue, por isso a necessidade de se fazerem testes no sangue doado a algum paciente.
Algumas das formas de prevenção que podem trazer resultados mais eficazes é reduzir o uso de drogas endovenosas, não possuir diversos parceiros sexuais e sempre manter relações sexuais com o uso de camisinha. Os preservativos têm papel fundamental na proteção de diversos tipos de doenças transmitidas via sexual e nunca pode ser esquecida ou deixada de lado, seja pelos jovens ou mesmo por pessoas mais velhas, uma vez que o índice de casos de Hepatite C entre pessoas casadas vem aumentando significativamente, segundo o Ministério da Saúde.
A hepatite C é atualmente a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e é responsável por 60% das hepatopatias crônicas. O vírus tem uma preferência por infectar os hepatócitos do fígado, reproduzindo-se no citoplasma e retículo endoplasmático e produzindo dez proteínas virais. Os sintomas da hepatite são caracterizadas pelo surgimento da icterícia ou manchas amareladas pelo corpo e nos olhos, mal estar, diarréia, fadiga, dores abdominais e febre alta.
O diagnóstico da hepatite C é feito por meio da detecção sorológica do Anti-VHC, através de exames de Elisa e Imunoblot. Em fases iniciais da doença, só o HCV-RNA qualitativo é positivo, com aumento de transaminases. É importante realizar a genotipagem do vírus em questão, para relacionar com o prognóstico e o tratamento da doença. A biópsia apresenta papel importante para avaliar o grau de inflamação e fibrose.