Como a maioria dos casais deve saber, os exames pré-nupciais garantem mais saúde e segurança sexual aos noivos. Mas existe uma doença muito comum e pouco conhecida pela maioria das pessoas, que é a herpes genital. A herpes genital é uma doença sexualmente transmissível e sem cura, apenas conta com tratamentos paliativos que amenizam os sintomas. Por ser uma doença recidiva, sempre que o organismo estiver com baixa na imunidade, as lesões causadas pela herpes ressurgirão. Causada pelo vírus do herpes simples (HSV), provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos, e, uma vez dentro do organismo, dificilmente será eliminado.
O herpes genital tem como características pequenas vesículas que e formam como buquês na região da genitália, podendo atingir também a região anal e peri-anal. Na maioria dos casos, as lesões do herpes genital costumam regredir espontaneamente, mesmo sem tratamento, nos indivíduos com a imunidade regulada. Nos portadores de HIV, porém, elas adquirem dimensões extraordinárias. A droga chamada aciclovir é uma comumente usada para o tratamento do herpes genital, porém, quando o vírus está recolhido no gânglio neural, esse remédio não faz efeito esperado e, nesse caso, o ideal é procurar o médico competente para tratar do caso com outra indicação de medicamento. Ou até mesmo esperar a ação enzimática do vírus apareça para que o medicamento comece a agir.
Os sintomas mais comuns da herpes são: ardor, prurido, formigamento e gânglios inflamados com posterior erupção cutânea. As manchas vermelhas que aparecem alguns dias mais tarde evoluem para vesículas agrupadas em forma de buquê. Então, essas bolhas cheias de líquido se rompem, criam casca, cicatrizam, mas o vírus caminha pela raiz nervosa até instalar-se num gânglio neural, onde permanece desativado até a próxima recidiva. A melhor maneira de prevenção do herpes genital e usar preservativo nas relações sexuais e evitar múltiplos parceiros. Apesar de as lesões regredirem espontaneamente nas pessoas com resposta imune satisfatória e as recidivas serem menos graves do que a primeira infecção, elas podem continuar transmitindo o vírus do herpes genital.