A fiança no Brasil é uma forma jurídica muito conhecida e é considerada mais forte do que o aval, pois se caracteriza pela responsabilidade que alguém assume, em âmbito jurídico, pelos débitos do locatário do imóvel, avocando as dívidas do imóvel, como aluguel, IPTU e condomínio, caso o locatário esteja em dívida com as prestações. Claro que, antes de mais nada, qualquer problema que haja com relação a dívidas do imóvel, o locatário será o primeiro acionado juridicamente, mas se realmente comprovar que não tem condições de quitar a dívida, então o fiador será acionado. No caso do fiador solidário, o fiador assume, no mesmo grau do locatário, as despesas pendentes do imóvel, podendo cumprir as mesmas penas jurídicas a que o morador da residência se submete, inclusive a perder o imóvel em justiça caso as dívidas não sejam quitadas.
Atualmente, o grau de inadimplência é um dos fatores mais relevantes que levam os proprietários de imóveis a evitar se tornarem fiadores de alguém, gerando o aumento da procura pelo seguro-fiança. Por isso, ao se tornar um fiador de um imóvel, o primeiro passo é ter certeza da confiança depositada no locatário da moradia, seja um familiar ou amigo. Além de conhecer bem o locatário e manter um grau de relacionamento que permita a confiabilidade, o candidato a fiador deverá ter um imóvel já quitado e pesquisar com cautela a situação financeira do inquilino, bem como acompanhar de perto e periodicamente o pagamento das despesas do apartamento ou casa. No caso de ser casado, o fiador deverá ter uma autorização por escrito do cônjuge, concordando com a fiança, independentemente do regime de bens estabelecido no casamento. Sem essa concordância, a fiança não será aceita juridicamente.
Somente essas providências diminuirão bastante as dores de cabeça que alguns fiadores acabam tendo com os inquilinos. Por outro lado, os locatários deverão agir com consciência para deixar que problemas financeiros e dívidas abalem o relacionamento com seus fiadores, na maioria das vezes, parentes e amigos muito próximos. Obviamente, ninguém está livre de passar por uma crise financeira, mas isso pode ser contornado de fiador, inquilino e locatário tiverem um bom relacionamento, com base no bom senso e na máxima honestidade de todas as partes envolvidas no processo de locação do imóvel.