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Gravidez ectópica

A gravidez ectópica é conhecida como gravidez nas trompas e necessita de tratamento cirúrgico.

Gravidez ectópica - divulgação

O nome e estranho, mas o problema é mais comum do que se imagina. A gravidez ectópica, ou gravidez fora a cavidade uterina é um problema que afeta muitas mulheres e, na maioria das vezes, requer cirurgia de emergência, especialmente se houver ruptura da gravidez ectópica, geralmente ocasionada nas trompas. Esse problema tem como causas principais o uso de métodos contraceptivos inadequados para a mulher, algum tipo de inflamação na região pélvica, tumores, nódulos ou cistos que impeçam o óvulo de passar pelas trompas e chegar até o útero, má formação das trompas e fatores que diminuam a motilidade do órgão, por exemplo, o fumo.

Na maioria dos casos, a gravidez nas trompas sofre interrupção com cerca de seis a dez semanas, podendo ser mais precoce dependendo do local onde o óvulo estiver implantado e do tamanho do calibre tubário. Nesses casos, é comum que a mulher sinta dores fortes na região abdominal, atrasos na menstruação seguidos por fortes fluxos menstruais e hemorragias, tornando-se necessário exames de emergência e a intervenção cirúrgica, o que evita que a hemorragia se expanda na cavidade abdominal. Algumas mulheres e até mesmo médicos confundem os sintomas da gravidez tubária com outras doenças tipo apendicite, infecções, cistos de ovários e até mesmo uma ameaça de aborto natural.

Para evitar o diagnóstico errado, alguns exames são essenciais para se fazer a diferenciação da doença com outras de sintomas parecidos, proporcionando mais eficácia no tratamento. Exames de sangue e ultra-sonografia transvaginal são os mais comuns e eficientes, perfeitos para que os médicos consigam diagnosticar e prescrever a forma de tratamento. Vale ressaltar que não há muitas regras para prevenção de gravidez ectópica ou tubária, mas a mulher pode tentar evitar esse problema com o uso de métodos contraceptivos adequados, ficar longe do fumo e tratando as doenças sexualmente transmissíveis, responsáveis por causar inflamações nos órgãos ginecológicos.

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Sobre o autor

   

Roberta Gouveia
Jornalista
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